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segunda-feira, 4 de março de 2013

"Isso nunca vai acontecer comigo"

Talvez esse seja o nosso maior problema. Nos achamos absolutos demais, maduros demais, imunes demais e que as coisas podem acontecer com os outros, mas nunca com nós mesmos.
Quantas vezes você bebeu um pouco (ou muito) e pegou o carro pra dirigir? ou mesmo pegou carona com um amigo que estava bêbedo? Você sempre acha que vai conseguir chegar, que só uma dosezinha de álcool no sangue não fará mal. Quantas vezes você saiu a noite sozinho achando que estupro é só coisa do Jornal Nacional? Quantos papéis de balas e picolés você jogou na rua achando que não faria diferença se você o guardasse pra jogar no lixo, uma vez que ali no chão já tinham vários outros? Quantas vezes você tratou mal uma faxineira de colégio, uma enfermeira de hospital, um gari? Quantas vezes você riu de alguém e pensou: 'que otário(a)' por estar apaixonado cegamente por uma pessoa que não vale 0,25 centavos. Quantas vezes você foi à uma balada sem autorização dos pais? 


Mas aí eu te pergunto, meu irmão: Quando você vai fazer uma longa viagem, sua cabeça está ciente de que você está bem para dirigir, mas você sempre pensa: "eu tô de boa, mas se vier um doido e bater no meu carro?" Pois é, esse doido era o mesmo você lá do início, aquele que bebeu pouquíssimo e achou que conseguiria pegar estrada sem riscos. E então, poderia acontecer uma fatalidade, não é? O que eu quero dizer é que: todos nós contribuímos direta ou indiretamente, com esse Brasil que tanto mata em acidentes de trânsito, simplesmente porque acha que não vai acontecer nada. A moça que foi estuprada e passou no Jornal Nacional estava voltando de algum lugar e também achava que jamais seria isso pudesse acontecer com ela, logo com ela né?. Deu no que deu. Se todos que guardassem os papéis de balinhas, picolés e etc. para jogar no lixo depois, você acha que as ruas estariam imundas? E a mesma faxineira que ontem você insultou, é aquela mesma que limpa o espelho pra você olhar seu rosto e a mesma que enxuga o chão do colégio pra você não escorregar. A mesma enfermeira que ontem você difamou, é a mesma que hoje cuida dos seus ferimentos. E sabe aquele gari? então, ele é o responsável por não deixar sua casa entulhada de lixo, fedendo e incomodando. E você, a patricinha bonitona, o garanhão pica das galáxias, aquele que jamais se apaixonaria cegamente por alguém, jamais agiria como um idiota, bobo, apaixonado, é o mesmo que hoje posta no facebook 'fraseszinhas' de amor... Acha que se os 239 jovens que morreram na tragédia de Santa Maria soubessem que aquilo aconteceria com eles, será que eles teriam ido? Obviamente não. E é a isso que temos que estar atento: todos os dias estamos sujeitos à tantas coisas, à acidentes, à parasitas, doenças, pessoas, sentimentos, experiências, e ainda assim conseguimos alimentar uma mente pequena, daquelas que nos faz achar que somos melhores que outra pessoa, que os outros estão sujeitos e você está imune, que os outros são tolos e você, esperto demais. Por mais clichê que possa parecer: temos que viver de forma intensa todos os dias, aproveitando cada momento e oportunidade, e sem essa de achar que depois terá outro dia pra fazer aquilo que não fez hoje, sem essa de querer ser melhor que alguém. Porque se continuar assim, numa dessas você pode acabar pagando com a língua e vivendo na pele a mesma situação a qual disse jamais viver. Ou, morrer antes disso. Porque isso pode acontecer com você sim, com seus pais, com o padeiro, prefeito, com a Xuxa, com qualquer pessoa, até comigo, depois de eu terminar de fazer esse texto. Nunca se sabe...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As aparências enganam


Por internet você só ver o que a pessoa te permite ver. Só conhece as partes que a pessoa permite a você conhecer. E o pior disso é que a gente sempre vai se achar esperto e inteligente demais pra não cair numa dessas. Sempre vai achar que: 'claro, isso pode até existir, mas nunca vai acontecer comigo'. E nessa de achar que nunca vai ser enganado por aparência, engana a sua própria consciência. E é por isso que as pessoas se tornam tão mais vulneráveis às coisas, tão mais expostos e sujeitos a pagar com a própria pele, por aquilo que, lá no início do texto, jurou estar imune.


Cuidado!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

E de repente se dá conta de que tudo terminou, de verdade. E então você tenta recordar em que momento tudo começou, e descobre que tudo começou antes do que imaginava, nos seus 10 anos, numa brincadeira de cócegas que resultou em um afastamento, na perda de contato. Você só não contava que 8 anos depois tudo voltaria, o destino resolveu dá mais uma chance e dessa vez tudo o que não aconteceu na infância, acontece na juventude. Viver momentos bonitos ao lado de alguém encantador parece ser fantástico, mas quando apenas um dos dois deseja que a história continue, não tem escolha, tudo se perde. Então o destino te mostra que uma pessoa pode passar na sua vida e não permanecer, mas vai ficar marcado pra sempre.
E então você percebe que tudo só voltou pra poder ter um final. A vida não deixa coisas inacabadas. E é aí, bem nesse momento, que você se dá conta de que as coisas só acontecem uma vez. E por mais que se esforce, nunca voltará a sentir o mesmo... Mas você sabe que tem que ser forte agora, deixar algumas coisas morrerem para que o novo possa vir. 

E aqui eu te assassino. Você está vivo, mas morreu pra mim.



Esse é o primeiro e último texto que escrevo sobre você. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Minha vida, minha história, meu primeiro amigo. 06.10.12


Eu não poderia deixar de falar de ontem - um dos dias mais lindos da minha vida - e não sei bem como e o que falar, acho que não tem palavra que descreva o que eu vivi no Serra Dourada. Entrar numa caravana onde eu não conhecia ninguém, um ônibus com 43 passageiros, sendo 41 só homens foi a coisa mais doida que eu fiz esse ano. Entrei naquele ônibus só com a força, a coragem e o desejo imensurável de ver o Vasco, e fui. A viagem foi a melhor possível, me sentia entre irmãos, uma verdadeira família, me respeitaram pra caralho.. Ir a pé da concentração da FJV até o Estádio Serra Dourada no sol rachando foi prova de resistência. No jogo mesmo que os jogadores estivessem um pouco "frio" a torcida estava fervendo, uma loucura! Cantamos do início ao fim, não paramos um só minuto, eu tenho orgulho de ter feito parte daquela festa. Fiz do Serra Dourada a minha casa. Pude gritar váaaaaarias vezes pro Dedé: "ANDERSON EU TE AMO MEU NEGÃO, EU TE AMO" e um cara do meu lado ficou rindo da minha cara e disse que o Dedé não era tudo isso u.u Só a imagem de ver o Juninho apontando pro Maestro e dando um beijo na testa dele valeu a pena todo o esforço, toda aquela gritaria. Só de ver todo o meu time de perto, ali, ha poucos metros a minha frente valeu a pena todos os 900 km percorridos, toda a ousadia de ir sozinha pra Goiânia com gente que eu nem conhecia, valeu o ingresso, valeu tudo. Aquele gol, aquele único gol que me fez olhar pro meu líder e dizer: "EU SAI DE PALMAS PRA VER ESSE GOL PORRRRRA! EU VIM AQUI PRA ISSO" foi incrível. No momento daquele gol eu abracei vascaínos que eu nem conhecia, eu via a felicidade em cada rosto que eu olhava, e eu gritava, eu não parava de cantar, sentia o Serra tremer, e naquele momento eu pensava: "Meu Deus como pode um time ser capaz de provocar tamanho efeito nas pessoas?" Era uma coisa fora de série, cara! Não tem explicação. Só quem tava ali sabe, só quem já viu o Vasco de perto deve saber. E mesmo que no fim apenas alguns jogadores agradeceram - por alguns poucos segundos - nós torcedores, aquela cena do Juninho batendo palmas pra torcida, de frente pra mim, nunca vai sair da minha cabeça. Nunca mais. Eu nunca senti absolutamente nada parecido com o que eu senti ontem naquela Goiânia, eu juro. Era uma mistura de tudo quanto era sentimento bom multiplicado ao cubo. Era muita coisa, era mais do que felicidade. Sai daquele Serra realizada, um sonho havia se tornado real, agora falta apenas o sonho maior: SÃO JANUÁRIO, a minha casa. Ainda irei, pode apostar! E mesmo a minha máquina dando pau e me fazendo não tirar nenhuma foto lá, mesmo eu e uma amiga sendo assaltada em um banheiro de uma lanchonete em Goiânia, o dia 06 de Outubro de 2012 vai ser um dia pra sempre! Ver o Vasco ali e ver aquele tanto de gente apaixonada pela mesma coisa que eu, gritando, cantando, sorrindo, vibrando, foi foda demais! Quem ainda não viu o Vasco de perto eu recomendo que vá ver, dá um jeito, faz uma loucura, vale a penas demais, a sensação é linda demais! Tudo o que eu vivi que começou na sexta a noite e terminou no domingo pela manhã me fez perceber que ser torcedora do Vasco foi a minha melhor escolha. Se isso não é amor, o que mais pode ser?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ponto Final


Hoje acordei decidida. Chega de ilusões, chega de acreditar que um dia talvez pudéssemos dar certo, por que não dá, eu, você, a gente sabe disso. Foi tudo tão confuso, mas tão lindo ao mesmo tempo, você me quis e eu te quis tanto, mas sempre, sempre faltou algo. Talvez amor, na sua parte, por que na minha sempre teve, sempre. Te amei, e ainda amo como nunca amei nenhum garoto, dei tudo de mim, me entreguei por inteira. Talvez você tivesse medo de amar, tivesse medo do que as pessoas iriam dizer, do que seus amigos iriam pensar, ou você teve medo do que acontecesse mais pra frente... Não sei. Afinal, o que aconteceu com a gente? O que foi tudo aquilo? Não foi um simples divertimento ou algo da adolescência, foi mais que isso, eu sei que sim, foi profundo, foi bom, mas não o suficiente. Agora é tarde demais pra mim, pra você, pra nós. Só sei que “nós dois” não existe mais, agora é só eu, só você, assim, simples, mas ao mesmo tempo tão difícil, doloroso. Eu não queria que fosse assim, mas melhor do que viver com incertezas, duvidas, ilusões. Um dia a gente se encontra por aí, e quando isso acontecer existe três coisas que podem acontecer. Primeira: A gente senta, conversa, ri de tudo como bons amigos. Segunda: a gente se encontra, nos olhamos com o mesmo olhar de desejo, de paixão, e sorrimos, com o mesmo sorriso de sempre, sorriso de “que saudade de você aqui”, Terceiro: a gente vai na padaria ou no parque dar um volta, e a gente acaba se encontrando, e a gente nem se reconheça, e tudo fica esquecido. Dói não é? É triste. Em pensar que daqui um tempo, tudo pode mudar, e ser esquecido. Mas é assim mesmo, afinal, já acabou não é?

Texto escrito em 26 de Abril de 2011, dedicado ao cara que me levou ao céu e ao inferno...