Hoje
acordei decidida. Chega de ilusões, chega de acreditar que um dia talvez
pudéssemos dar certo, por que não dá, eu, você, a gente sabe disso. Foi tudo
tão confuso, mas tão lindo ao mesmo tempo, você me quis e eu te quis tanto, mas
sempre, sempre faltou algo. Talvez amor, na sua parte, por que na minha sempre
teve, sempre. Te amei, e ainda amo como nunca amei nenhum garoto, dei tudo de
mim, me entreguei por inteira. Talvez você tivesse medo de amar, tivesse medo
do que as pessoas iriam dizer, do que seus amigos iriam pensar, ou você teve
medo do que acontecesse mais pra frente... Não sei. Afinal, o que aconteceu com
a gente? O que foi tudo aquilo? Não foi um simples divertimento ou algo da
adolescência, foi mais que isso, eu sei que sim, foi profundo, foi bom, mas não
o suficiente. Agora é tarde demais pra mim, pra você, pra nós. Só sei que “nós
dois” não existe mais, agora é só eu, só você, assim, simples, mas ao mesmo
tempo tão difícil, doloroso. Eu não queria que fosse assim, mas melhor do que
viver com incertezas, duvidas, ilusões. Um dia a gente se encontra por aí, e
quando isso acontecer existe três coisas que podem acontecer. Primeira: A
gente senta, conversa, ri de tudo como bons amigos. Segunda: a gente se
encontra, nos olhamos com o mesmo olhar de desejo, de paixão, e sorrimos, com o
mesmo sorriso de sempre, sorriso de “que saudade de você aqui”, Terceiro: a
gente vai na padaria ou no parque dar um volta, e a gente acaba se encontrando,
e a gente nem se reconheça, e tudo fica esquecido. Dói não é? É triste. Em
pensar que daqui um tempo, tudo pode mudar, e ser esquecido. Mas é assim mesmo,
afinal, já acabou não é?
Texto escrito em 26 de Abril de 2011, dedicado ao cara que me levou ao céu e ao inferno...
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